
O carro tinha apenas 37.000 Km rodado
Se nas ruas ele é um veterano, é possível perceber que o carro jamais foi reformado e preserva todas as características originais, inclusive o cheiro da fibra de côco, que era aplicada como revestimento interno nos bancos.
A cor azul Alvorada com as faixas pretas do modelo GT é uma combinação rara.
O carro da reportagem pertence a Paul William Gregson, autor do livro “Maverick, um ícone dos anos 1970” , que narra toda a trajetória de sucesso do modelo.
Seu primeiro proprietário era uma mulher da cidade de Franca, interior de São Paulo, que ganhou o carro de presente do marido. Após a separação conjugal, o Maverick ficou numa garagem por doze anos, até que a dona resolveu vendê-lo.
Gregson, que na ocasião tinha outros quatro Mavericks, entrou em contato com a proprietária, confirmou as características do veículo e foi direto para a cidade de Franca. “A dona do carro foi me buscar na rodoviária da cidade. Ao chegar não tive dúvidas de que o carro seria meu. Fomos ao banco e ao cartório para fazer a transferência, e eu trouxe o carro rodando até São Paulo”, explica o apaixonado por Maverick.
No carro recém-adquirido pouca coisa foi feita. Apenas o motor foi revisado, e o carpete substituído por um novo, importado dos Estados Unidos. Em 1979, foram fabricados 177 Mavericks GT, sendo que 43 vieram equipados com a mecânica V8 302.
O interior do carro é todo preto com bancos em courvin, que podem incomodar os passageiros nos dias de calor. Mas, se esquentar muito, basta ligar o ar condicionado, que ainda não era embutido, mas vinha numa grande caixa instalada sob o painel.
A vocação esportiva do carro é vista nos mostradores redondos e dispostos em triângulo, com o pequeno conta-giros recuado, formando um belo conjunto. A transmissão é de quatro marchas manuais no assoalho, com um relógio analógico colocado à frente no console, combinando com os mostradores da parte de cima.
Alguns detalhes de acabamento denotam que a Ford realmente iria tirar o Maverick de linha: os retrovisores quadrados e o volante são os mesmos da linha Galaxie.
O motor é o V8 302 com 199cv, o mesmo que equipou a linha Galaxie a partir de 1976. Neste carro, até os selos da fábrica na tampa de válvulas estão preservados. Como o Maverick é mais leve, seu desempenho com este motor é excelente e responde com todo o vigor dos oito cilindros. Aliás, vigor que este Maverick GT ainda terá por muitos anos.
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